Associacao Portuguesa de Osteogénese Imperfeita 

ossos de frágeis, espirito inquebravel 

Fracturas

 

É difícil lidar com o as inúmeras repetições de episódios de fracturas e com a visão do sofrimento da dor  de um osso fracturado. No entanto você nunca se deve esquecer que as fracturas acontecerão por muito cuidadoso você seja.

 

As Fracturas devem ser aceites como fazendo parte da vida de um indivíduo com OI.

 

É importante, por isso, que estejamos preparados para prestar primeiros socorros sempre que seja necessário. O mais provável é que a situação se verifique no seu dia-a-dia, quando não existe ninguém mais qualificado por perto para ajudar.

No que diz respeito às crianças, nunca se esqueça, o seu filho confia em si, e ninguém o conhece melhor a ele do que você!

 

Compreender o esqueleto

O nosso esqueleto é composto por cerca de 206 ossos e serve como estrutura para o corpo.

Os ossos, por um lado são responsáveis por dar sustentação ao corpo promovendo estabilidade e facilitando os movimentos, e por outro funcionam como  "vasilhame" protegendo os órgãos vitais. São o seu interior é preenchido pela medula óssea (onde se produzem as células sanguíneas e o seu exterior é constituído por fibras de colagéneo, células ósseas e minerais, como cálcio e fósforo.

No corpo humano podemos encontrar ossos

de três tipos:

Alongos – como por exemplo o fémur, a tíbia ou o úmero

B -   planos ou chatos – como os da calote craniana ou o omoplata

C curtos – como os ossos da mão (metacarpo) ou do pé (metatarso) 

 

As lesões ou soluções de continuidade dos ossos são habitualmente chamadas fracturas e podem surgir espontaneamente (sobretudo na OI ou em situações de osteoporose avançada) ou ser causadas por trauma directo ou indirecto, por torção.

 

 

Quando se dá uma fractura, chamamos a toda a região afectada o FOCO DE FRACTURA. A linha segundo a qual o osso parte denomina-se TRAÇO DE FRACTURA, e as duas pontas de osso que ficam partidas são conhecidas por TOPOS ÓSSEOS. Também podem permanecer pequenos fragmentos de osso no foco de fractura que chamamos ESQUÍROLAS ÓSSEAS.

 

As fracturas podem ser classificadas de várias formas:

QUANTO AO TAMANHO DA LESÃO:

            . PARCIAL – o osso tem solução de   continuidade mas não se separa completamente

            . TOTAL – o osso quebra separando-se completamente

 

QUANTO AO LOCAL DA LESÃO:

            . DIAFISÁRIA – surge, nos ossos longos, a região média do osso

            . EPIFISÁRIA – surge na porção mais distal do osso, sem envolver a cartilagem do crescimento

            . METAFISÁRIA – habitualmente envolvendo a cápsula articular

 

QUANTO À SUA APRESENTAÇÃO:

                        . FECHADAS - Quando não existe ferida Na zona da fractura

. ABERTAS - Sempre que há ferida associada ao foco de fractura. Estas podem ser ABERTAS SIMPLES, se não se visualizar o osso partido, ou podem ser EXPOSTAS, se o osso fracturado estiver visível no exterior do corpo

 

 

Para que seja possível o movimento, os ossos interligam-se entre si através de articulações, que formam uma “cápsula” constituída por cartilagem, membrana sinuvial e líquido sinuvial envolta por ligamentos, tendões e músculos.

           

As articulações também podem ser de três tipos:

            Móveis – permitem o movimento

            Semi-móveis – permitem um movimento reduzido

            Imóveis – são estáticas e por isso não permitem que haja movimento entre os ossos envolvidos

 

 

As lesões das articulações habitualmente apresentam-se sob duas formas:

. ENTORSE – quando, apesar da articulação ter sofrido torção, os ossos não saem do seu local

. LUXAÇÃO – a torção da articulação provoca não só lesão das partes moles da articulação, mas o(s) osso(s) desencaixam-se do seu local habitual

 

 

PRIMEIROS SOCORROS

 

LESÕES DAS ARTICULAÇÕES

 

Entorse

 

Rotura ou distensão dos ligamentos que reforçam uma articulação, provocada por estiramento violento ou movimento forçado.

 

SINTOMATOLOGIA:

 

- Dor forte no momento do acidente que

se agudiza com o movimento

- Edema ou inchaçor

- Equimose (nódoa negra) em alguns casos

- Impotência funcional

 

 

PRIMEIRO SOCORRO

 

Posição confortável

Fazer aplicações frias

Promover o apoio da articulação

Na dúvida, imobilizar a articulação

 

 

 

 

 

 

Luxação

 

Perda de contacto das superfícies articulares por deslocação das extremidades de 2 ou mais ossos que convergem para uma articulação

 

SINTOMATOLOGIA:

 

- Dores violentas

- Incapacidade em movimentar

- Deformação

- Edema

- Perda de função

 

 

PRIMEIRO SOCORRO

 

- Instalar vítima em posição confortável

- Imobilizar sem fazer qualquer redução    

  (tentar colocar o osso no sítio)

- não dar nada a beber, agasalhar para prevenir o mal estar

- Transportar ao hospital

 

 

 

 

 

LESÕES NOS OSSOS - FRACTURAS

Reconhecer as fracturas

Saber como reagir face a uma fractura faz parte do “saber viver” com OI.

Se você encarar com naturalidade esta situação, ensinará o seu filho a viver a sua realidade sem medos e ajuda-lo-à a si a compreender que pode intervir activamente no alívio do sofrimento do seu filho.

 

Os  seguintes sinais podem indicar a presença de uma fractura:

1. O grito ou choro súbito e muito alto;

2. O som do estalar do osso a partir ao manusear a criança;

3. Você pode notar inchaço, deformação, ferimento, calor da pele em redor da área, incapacidade em mexer ou encurtamento do membro atingido;

4. o seu filho pode auto-imobilizar uma fractura no braço, ou girar a cabeça na direcção do braço fracturado para diminuir a tensão dos músculos.

 

 

Se você suspeitar de uma fractura:

 

1. Fique calmo e mantenha o domínio sobre a situação;

2. Afaste os curiosos e as pessoas que estão a atrapalhar;

3. Tenha o cuidado de manter a criança constantemente confortada, acalmando-a e conversando com ela

4. Tente localizar a fractura tocando delicadamente na superfície de cada  membro, começando por aquele onde menos espera a lesão;

4. Administre um analgésico para aliviar a dor e espere um pouco para que este comece a fazer efeito;

5. Avalie a situação, pondere e decida se é uma situação de urgência prioritária:

§         fracturas abertas (com ferida ou exposição de parte do osso)

§         fractura com grande hematoma (sinal de derrame interno)

§         fracturas acompanhadas de inconsciência, mal estar geral ou vómitos

§         todas as fracturas do ombro à cabeça

6. Imobilize o braço ou perna temporariamente. A imobilização improvisada é extremamente importante, pois para além de aliviar a dor, evita que ocorram complicações mais sérias do que a própria fractura

7. active o sistema de emergência (112) para transportar ao hospital se for uma situação de urgência prioritária. Caso contrário telefone ao médico assistente para combinar o melhor procedimento

 

 

 

 

REGRAS PARA FAZER IMOBILIZAÇÕES PROVISÓRIAS:

 

. É importante que tenha em casa, ou que transporte consigo quando vai de férias, uma mochila de primeiros socorros com o material mínimo necessário para poder fazer imobilizações improvisadas:

                       . analgésico forte

                       . tesoura (para cortar roupa)

                       . talas de madeira de vários tamanhos

                       . Agenda de telefones médicos

                       . Boletim de saúde

                       . Resumo da história clínica

 

.  Para imobilizar um osso não se esqueça que deve respeitar

 algumas regras:

                        - fazer alinhamento para manter a posição original do membro 

                        - imobilizar as articulações abaixo e acima da zona de fractura

 

 

 

FRACTURA

 

Solução de continuidade, parcial ou total, de um osso, que implica a alteração na sua estrutura e resistência ao esforço, podendo ainda perder a sua forma habitual

 

 

SINTOMATOLOGIA:

 

- Dor

- Edema ou hematoma

- Impotência funcional ou perda de função

- Deformidade

- Encurtamento do membro

- Crepitação óssea (som dos topos ósseos a tocar um no outro)

- Imobilidade ou mobilidade anormal

- Exposição dos topos ósseos (nas fracturas expostas)

 

 

PRIMEIRO SOCORRO

 

- Instalar em posição confortável

- Expôr foco de fractura

- Retirar adornos (anéis, pulseiras, …)

- Proteger topos ósseos ou as feridas com compressas (não usar algodão)

 - Vigiar pulsação, temperatura, cor e sensibilidade do membro afectado

- Não dar nada a beber

- Manter temperatura corporal

- Proceder à IMOBILIZAÇÃO

 

 

IMOBILIZAÇÕES (REGRAS GERAIS )

 

EVIDÊNCIA OU SUSPEITA DE FRACTURA - Imobilizar sempre

MANTER POSIÇÃO ORIGINAL - alinhamento dos topos ósseos

FAZER TRACÇÃO E ALINHAMENTO EM SIMULTÂNEO

FRACTURAS DE OSSOS LONGOS - Imobilizar articulação acima e abaixo do foco de fractura

FRACTURAS ARTICULARES - Imobilizar ossos acima e abaixo do foco de fractura

FRACTURAS EXPOSTAS – Proteger com penso antes de imobilizar

- NÃO FAZER REDUÇÃO DA FRACTURA  (tentar colocar os ossos no sítio)

- As talas aplicadas devem estar almofadadas ou protegidas de modo a não impedir a circulação

 

OBJECTIVOS DA IMOBILIZAÇÃO

- Diminuir a dor

- Controlar eventuais hemorragias

- Prevenir o estado de choque

 

 

 

Para improvisar imobilização do antebraço ou mão: 

OBJECTIVO: imobilizar os movimentos do pulso e do cotovelo.

Coloque uma tala de madeira (ou cartão) almofadada por baixo do antebraço, envolva o antebraço e a mão em ligadura ou fixe com lenços.

NUNCA SE ESQUEÇA QUE EM TODAS AS LESÕES DO MEMBRO SUPERIOR O BRAÇO DEVE FICAR SUSPENSO AO PEITO

 

 

 

Para improvisar imobilização do úmero (osso do braço): 

OBJECTIVO: imobilizar os movimentos do cotovelo e do ombro.

Faça a SUSPENSÃO do membro com um lenço. Coloque uma revista ou jornal em forma de "telha" ao alto a proteger a zona do osso fracturado. Fixe o braço ao tronco com outro lenço ou com ligaduras.

 

Para improvisar imobilização do fémur (osso da coxa)

OBJECTIVO: imobilizar os movimentos do joelho e da anca.

Coloque uma tala de madeira forrada entre as duas pernas. Coloque outra maior do outro lado do membro fracturado (esta segunda tala deve chegar desde o pé até ao torax). Fixe as duas talas ao membro com a ajuda de lenços ou ligaduras. Fixe a parte da tala que chega ao torax com lenços, ajustando sem apertar demasiado. Por fim ate as duas pernas uma à outra em vários pontos distintos.

Se não tiver estes materiais pode colocar uma protecção de toalhas entre as duas pernas e embrulhar ambas as pernas, juntas, com uma ligadura ou com lenços e écharpes. 

 

 

Para improvisar imobilização da perna ou do pé

OBJECTIVO: imobilizar os movimentos do joelho e do tornozelo.

Coloque uma tala de madeira forrada de cada lado da perna (desde acima do joeho até abixo do pé). Fixe as duas talas ao membro com a ajuda de lenços ou ligaduras. Com uma ligadura mais larga toda a região do tronozelo para impossibilitar o seu movimento.

Se não tiver estes materiais pode colocar uma protecção de toalhas entre as duas pernas e embrulhar ambas as pernas, juntas, com uma ligadura ou com lenços e écharpes. 

                                      

 

Nunca se esqueça:

 

se estiver preparado pode evitar que cada fractura seja mais um golpe moral para o seu filho;

Viver com OI significa estar preparado para actuar perante uma fractura;

Se se sentir inseguro, pode recorrer a escolas de socorrismo , que ensinam a fazer imobilizações improvisadas.

 

 

NUNCA TRANSPORTE NINGUÉM COM SUSPEITA DE FRACTURA SEM UMA IMOBILIZAÇÃO, MESMO QUE IMPROVISADA 

 

Novo Bol OI tim

         Já Disponível na página

        PUBLICAÇÕES DA APOI


        Boa leitura e Boas férias







 

A SUA AJUDA

É

FUNDAMENTAL

DONATIVOS

NIB 0035 0709 00000 107330 17

 

A APOI é membro

das Federações:

Osteogenesis Imperfecta

Federation Europe

Federação das Doenças

Raras de Portugal

. . . . . . . . . . . . . . .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

. . . . . . . . . . . . . . .

A Contabilidade da APOI

é gentilmente apoiada pela:

Segue-nos

Facebook

Oops! This site has expired.

If you are the site owner, please renew your premium subscription or contact support.